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PARCERIA IMPORTANTE

Exportações do agro para a Ásia podem render R$ 58,5 bilhões a mais, diz CNA

Estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária indica que há potencial para mais do que dobrar os ganhos com embarques de produtos para o continente

09 de maio de 2019 às 15h05
Por Canal Rural
Porto de Santos

Foto: Codesp

O Brasil exportou US$ 40,67 bilhões em produtos do agronegócio para China, Indonésia, Japão e Vietnã em 2018, ou cerca de 40% do total embarcado pelo segmento no período. Mas o país pode aumentar em US$ 58,5 bilhões sua participação nesses mercados, totalizando US$ 99,17 bilhões (+144%), segundo estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Representantes da entidade integram a delegação que acompanha a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em viagem ao continente asiático. Durante 16 dias, ela deve participar de reuniões com autoridades e empresários dos quatro países para promover novos negócios.

De olho principalmente na soja, os chineses foram nossos maiores parceiros comerciais no ano passado, com movimentação recorde (US$ 35,59 bilhões). O mercado chinês é a grande promessa e pode gerar US$ 20 bilhões a mais no futuro. Segundo a CNA, entre os produtos com maior potencial para alavancar as exportações, encontram-se o complexo soja, cereais, carnes bovina e suína, lácteos e frutas.

Em 2018, o Japão comprou US$ 2,14 bilhões do agro brasileiro, mas tem potencial para crescer US$ 19 bilhões. O estudo destaca que cereais, carnes bovina e suína, madeira e soja em grão estão entre os itens com mais oportunidade de demanda.

Liderados pelos complexos soja e sucroalcooleiro, o montante gerado pela venda de produtos agrícolas para a Indonésia pode aumentar US$ 10,2 bilhões — no ano passado, exportamos o equivalente a US$ 1,26 bilhão.

O Vietnã pode render US$ 9,3 bilhões além dos atuais US$ 1,68 bilhão. Complexo soja, produtos florestais, têxteis e cereais representam cerca 70% desse potencial de crescimento.

Reforçando laços

O Japão foi a primeira parada. Nesta quinta-feira, dia 9, a ministra se encontrou com o vice-presidente da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), Kazuhiko Koshikawa, e outros membros da organização. Acompanhada do embaixador do Brasil em território japonês, Eduardo Saboia, ela apresentou dados da produção agrícola e áreas com potencial de investimento externo, com destaque para o Matopiba.

Depois, a delegação brasileira se reuniu com a Federação das Indústrias do Japão (Keidanren). Aos empresários, ministra Tereza Cristina apresentou os setores do agronegócio brasileiro com interesse em investimentos externos.

“Há oportunidades ao longo de todas as cadeias produtivas do agronegócio: insumos, maquinário, produção, processamento, estocagem, distribuição e transporte. O aumento contínuo da produtividade no campo será realizado via implementação de processos inovadores de produção. As principais áreas de inovação que o Brasil busca investimentos externos são: conectividade nas áreas rurais, isso é importantíssimo, agricultura de precisão, rastreabilidade, mecanização agrícola de última geração e automatização”, disse.

Conquistas

Eduardo Saboia destacou que mais da metade das importações de carne de frango do Japão são provenientes do Brasil. Isso atestaria a qualidade dos produtos, já que o mercado local é considerado um dos mais exigentes do mundo.

“Dobrar a qualidade e segurança da produção, melhorar o ambiente de negócios para investidores nacionais e estrangeiros. Em menos de seis meses de atuação, o ministério teve resultados importantes em áreas como agricultura familiar, pesca e ampliação de zonas de febre aftosa sem vacinação”, disse.

O diretor da Keidanren, Takao Omae, ressaltou que o Brasil tem demonstrado interesse em se tornar mais competitivo na exportação de grãos e, para isso, pretende melhorar o escoamento da produção via portos. Ele afirma que 80% da produção é escoada por portos do Sul, e que é preciso aumentar a participação das unidades no Norte. Segundo ele, esse é um ponto de diálogo entre Japão e Brasil.

Nova call to action

A ministra convidou os empresários a visitar o interior do Brasil e conhecer áreas em que possam investir. De acordo com a ministra, 46 projetos estão em andamento no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), sendo 35 no setor de transporte, somando quase US$ 27 bilhões.

Na comitiva, estão presentes o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Orlando Leite Ribeiro, demais integrantes do ministério e diplomatas, além de representantes de empresas brasileiras e deputados federais, entre eles o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Alceu Moreira (MDB-RS).

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Exportações do agro para a Ásia podem render R$ 58,5 bilhões a mais, diz CNA

Estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária indica que há potencial para mais do que dobrar os ganhos com embarques de produtos para o continente

09 de maio de 2019 às 15h05
Por Canal Rural
Porto de Santos

Foto: Codesp

O Brasil exportou US$ 40,67 bilhões em produtos do agronegócio para China, Indonésia, Japão e Vietnã em 2018, ou cerca de 40% do total embarcado pelo segmento no período. Mas o país pode aumentar em US$ 58,5 bilhões sua participação nesses mercados, totalizando US$ 99,17 bilhões (+144%), segundo estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Representantes da entidade integram a delegação que acompanha a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em viagem ao continente asiático. Durante 16 dias, ela deve participar de reuniões com autoridades e empresários dos quatro países para promover novos negócios.

De olho principalmente na soja, os chineses foram nossos maiores parceiros comerciais no ano passado, com movimentação recorde (US$ 35,59 bilhões). O mercado chinês é a grande promessa e pode gerar US$ 20 bilhões a mais no futuro. Segundo a CNA, entre os produtos com maior potencial para alavancar as exportações, encontram-se o complexo soja, cereais, carnes bovina e suína, lácteos e frutas.

Em 2018, o Japão comprou US$ 2,14 bilhões do agro brasileiro, mas tem potencial para crescer US$ 19 bilhões. O estudo destaca que cereais, carnes bovina e suína, madeira e soja em grão estão entre os itens com mais oportunidade de demanda.

Liderados pelos complexos soja e sucroalcooleiro, o montante gerado pela venda de produtos agrícolas para a Indonésia pode aumentar US$ 10,2 bilhões — no ano passado, exportamos o equivalente a US$ 1,26 bilhão.

O Vietnã pode render US$ 9,3 bilhões além dos atuais US$ 1,68 bilhão. Complexo soja, produtos florestais, têxteis e cereais representam cerca 70% desse potencial de crescimento.

Reforçando laços

O Japão foi a primeira parada. Nesta quinta-feira, dia 9, a ministra se encontrou com o vice-presidente da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), Kazuhiko Koshikawa, e outros membros da organização. Acompanhada do embaixador do Brasil em território japonês, Eduardo Saboia, ela apresentou dados da produção agrícola e áreas com potencial de investimento externo, com destaque para o Matopiba.

Depois, a delegação brasileira se reuniu com a Federação das Indústrias do Japão (Keidanren). Aos empresários, ministra Tereza Cristina apresentou os setores do agronegócio brasileiro com interesse em investimentos externos.

“Há oportunidades ao longo de todas as cadeias produtivas do agronegócio: insumos, maquinário, produção, processamento, estocagem, distribuição e transporte. O aumento contínuo da produtividade no campo será realizado via implementação de processos inovadores de produção. As principais áreas de inovação que o Brasil busca investimentos externos são: conectividade nas áreas rurais, isso é importantíssimo, agricultura de precisão, rastreabilidade, mecanização agrícola de última geração e automatização”, disse.

Conquistas

Eduardo Saboia destacou que mais da metade das importações de carne de frango do Japão são provenientes do Brasil. Isso atestaria a qualidade dos produtos, já que o mercado local é considerado um dos mais exigentes do mundo.

“Dobrar a qualidade e segurança da produção, melhorar o ambiente de negócios para investidores nacionais e estrangeiros. Em menos de seis meses de atuação, o ministério teve resultados importantes em áreas como agricultura familiar, pesca e ampliação de zonas de febre aftosa sem vacinação”, disse.

O diretor da Keidanren, Takao Omae, ressaltou que o Brasil tem demonstrado interesse em se tornar mais competitivo na exportação de grãos e, para isso, pretende melhorar o escoamento da produção via portos. Ele afirma que 80% da produção é escoada por portos do Sul, e que é preciso aumentar a participação das unidades no Norte. Segundo ele, esse é um ponto de diálogo entre Japão e Brasil.

Nova call to action

A ministra convidou os empresários a visitar o interior do Brasil e conhecer áreas em que possam investir. De acordo com a ministra, 46 projetos estão em andamento no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), sendo 35 no setor de transporte, somando quase US$ 27 bilhões.

Na comitiva, estão presentes o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Orlando Leite Ribeiro, demais integrantes do ministério e diplomatas, além de representantes de empresas brasileiras e deputados federais, entre eles o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Alceu Moreira (MDB-RS).

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