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ENCONTRO

Abag: Sustentabilidade é essencial para acordo com a União Europeia

Para o diretor da entidade, Ingo Ploger, o momento é de reforçar a comunicação do setor com a sociedade e com o mercado internacional

05 de agosto de 2019 às 16h22
Por Agência Safras

código florestal

A sustentabilidade se transformou em uma pauta fortíssima contra o Brasil e uma questão que se tornou essencial para viabilizar o acordo fechamento recentemente entre Mercosul e União Europeia. A avaliação foi feita pelo diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), Ingo Ploger.

 O diretor destaca que o momento é de reforçar a comunicação do setor com a sociedade e com o mercado internacional, pois o país está diante da concretização de um acordo costurado durante 20 anos. “Estamos perdendo a oportunidade de comunicar melhor em um momento em que governo e congresso estão abrindo amarras, diante de um marco regulatório que vai mexer com pontos importantes”, completou. 

Como exemplo dessa comunicação equivocada do setor com a sociedade, Ploger destacou a troca do uso de combustível fóssil por renovável, transformação que não é levada em consideração. “Precisamos abordar pontos como o desmatamento com números e dados para não perdermos credibilidade. A foto do setor está mal pela dificuldade de explicar que a transformação leva ao melhor”, disse, citando a questão dos defensivos, que tem como objetivo quebrar as patentes e agilizar a liberação, o que ele considera uma bonificação à qualidade.  

Para o presidente do conselho diretor da Abag, Marcelo Britto, a restrição ao agronegócio brasileiro passa por uma questão ideológica, como no caso dos defensivos. Além disso, o setor enfrenta obstáculos de cunho comercial e tem que lidar com a mudança de hábitos em andamento, que leva a uma quebra de paradigmas. “O país e o agronegócio têm que entender que a produção será monitorada, será rastreada”.  

Britto destacou ainda que destruir a imagem de um setor é um processo rápido e que reconstruir demora décadas. “Estamos comprometidos a fazer um trabalho gradual para restaurar essa imagem”, assegurou.  

O diretor da Abag, Luiz Carlos Carvalho, lembrou que as informações recentes sobre desmatamento foram usadas pelos competidores do Brasil para fazer uma crítica mais feroz. Ele disse que nenhum país fez o que o Brasil tem feito em termos de sustentabilidade, enumerando o código ambiental e o Renovabio. “Outros países irão copiar a lei do Renovabio. Temos que destacar o outro lado da moeda, o lado das virtudes do Brasil”, afirmou.  

Para a diretora da Abag, Monika Bergamaschi, o agronegócio foi essencial para amenizar os efeitos da crise econômica que o país enfrenta. Mesmo assim, o setor tem enfrentado um forte embate interno. “Temos combatido com ações individuais e missões comerciais, mas nos falta estratégia e coordenação para que estas ações surtam efeito”, complementou, acrescentando que ainda existe o que arrumar, mas existem muitas coisas boas que precisam ser destacadas. 

 Nova call to action

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Para o diretor da entidade, Ingo Ploger, o momento é de reforçar a comunicação do setor com a sociedade e com o mercado internacional

05 de agosto de 2019 às 16h22
Por Agência Safras

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A sustentabilidade se transformou em uma pauta fortíssima contra o Brasil e uma questão que se tornou essencial para viabilizar o acordo fechamento recentemente entre Mercosul e União Europeia. A avaliação foi feita pelo diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), Ingo Ploger.

 O diretor destaca que o momento é de reforçar a comunicação do setor com a sociedade e com o mercado internacional, pois o país está diante da concretização de um acordo costurado durante 20 anos. “Estamos perdendo a oportunidade de comunicar melhor em um momento em que governo e congresso estão abrindo amarras, diante de um marco regulatório que vai mexer com pontos importantes”, completou. 

Como exemplo dessa comunicação equivocada do setor com a sociedade, Ploger destacou a troca do uso de combustível fóssil por renovável, transformação que não é levada em consideração. “Precisamos abordar pontos como o desmatamento com números e dados para não perdermos credibilidade. A foto do setor está mal pela dificuldade de explicar que a transformação leva ao melhor”, disse, citando a questão dos defensivos, que tem como objetivo quebrar as patentes e agilizar a liberação, o que ele considera uma bonificação à qualidade.  

Para o presidente do conselho diretor da Abag, Marcelo Britto, a restrição ao agronegócio brasileiro passa por uma questão ideológica, como no caso dos defensivos. Além disso, o setor enfrenta obstáculos de cunho comercial e tem que lidar com a mudança de hábitos em andamento, que leva a uma quebra de paradigmas. “O país e o agronegócio têm que entender que a produção será monitorada, será rastreada”.  

Britto destacou ainda que destruir a imagem de um setor é um processo rápido e que reconstruir demora décadas. “Estamos comprometidos a fazer um trabalho gradual para restaurar essa imagem”, assegurou.  

O diretor da Abag, Luiz Carlos Carvalho, lembrou que as informações recentes sobre desmatamento foram usadas pelos competidores do Brasil para fazer uma crítica mais feroz. Ele disse que nenhum país fez o que o Brasil tem feito em termos de sustentabilidade, enumerando o código ambiental e o Renovabio. “Outros países irão copiar a lei do Renovabio. Temos que destacar o outro lado da moeda, o lado das virtudes do Brasil”, afirmou.  

Para a diretora da Abag, Monika Bergamaschi, o agronegócio foi essencial para amenizar os efeitos da crise econômica que o país enfrenta. Mesmo assim, o setor tem enfrentado um forte embate interno. “Temos combatido com ações individuais e missões comerciais, mas nos falta estratégia e coordenação para que estas ações surtam efeito”, complementou, acrescentando que ainda existe o que arrumar, mas existem muitas coisas boas que precisam ser destacadas. 

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