TABELAMENTO

Transportadores autônomos defendem tabela, mas refutam frete de retorno

Em evento realizado na Esalq-Log, em Piracicaba, representantes da categoria apresentaram suas sugestões para a formação da política de preços mínimos

soja frete
Aprosoja

Os transportadores autônomos de cargas entendem que a nova tabela de fretes mínimos do transporte rodoviário é um marco divisório no regulamento do transporte de cargas no país. Essa foi uma das constatações do evento realizado na Esalq-Log, em Piracicaba (SP), na quarta-feira, dia 6. No encontro, os transportadores apresentaram suas sugestões para a formação da política de preços mínimos.

 

Entre os tópicos de discussão propostos pelos organizadores do evento estavam: as principais alterações que deveriam ser consideradas na formulação das próximas tabelas, o tratamento a ser dado para o custo do retorno (com ou sem carga) na política de pisos mínimos de fretes rodoviários, o piso de frete como instrumento de aumento da eficiência econômica e ambiental no transporte de carga.

 

Em linhas gerais, os depoimentos dos caminheiros que se manifestaram durante o encontro convergiram para um mesmo ponto: o piso mínimo deve ser respeitado porque garante os custos da atividade. Quanto ao custo do retorno (conhecido como frete de retorno), o entendimento geral é que se trata de uma versão de frete que não pode existir na prática. “Os custos para rodar 2.000 quilômetros são os mesmos na ida ou no retorno”, disse Geraldo Caixeta, motorista.

 

Entre os depoimentos colhidos pela Esalq-Log durante a manhã, os motoristas manifestaram a necessidade de maior fiscalização da Lei do Motorista, que determina, entre outras práticas, que os caminhoneiros rodem no máximo oito horas seguidas. Também registraram preocupação com o   índice de acidentes nas estradas, com o custo de trafegar com carga em estradas em condições ruins, com o aumento do preço do diesel e, principalmente, com a possibilidade de a tabela de frete vir a ser considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Sobre este último ponto, o professor José Vicente Caixeta Filho respondeu: “Mesmo que isso ocorra, o estudo para implantar uma política nacional de piso mínimo no país não será interrompido”.

 

Mudanças em três ciclos

 

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) firmaram, em dezembro de 2018, contrato para a revisão de metodologia de definição, monitoramento e atualização de dados e informações com vistas à implementação da política nacional de pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas e a adequação da tabela de fretes, a ser divulgada semestralmente pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

 

A execução desse contrato está prevista para ser efetivada até julho de 2020. Na prática, deve ocorrer em três ciclos: o primeiro até 20 de julho de 2019, quando será apresentada a nova proposta; o segundo ciclo até janeiro de 2020, para o aprimoramento do projeto; e o terceiro ciclo, até julho de 2020 para a divulgação da tabela.

 

Com o objetivo de coletar opiniões, sugestões e apontamentos para o aprimoramento da regulação da lei 13.703, a Esalq-Log, realizou entre os dias 4 e 6 de fevereiro em Piracicaba (SP), um ciclo de reuniões temáticas com embarcadores de cargas, empresas e cooperativas de transportes e transportadores autônomos. Cerca de 400 interessados estiveram no evento.

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Comentários

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14 comentário em “Transportadores autônomos defendem tabela, mas refutam frete de retorno

  1. E a novela continua até quando vamos ser extorquidos por transportadoras . Meu deus será que ninguém vê que só as transportadoras estão ficando com a maior parte do frete

  2. Eu por várias vezes em conversa a respeito da tabela de frete mínimo não canso de repetir, o que precisa para fazer o cálculo do frete é fazer uma tabela de custos, para cada viagem um cálculo referente a todos os custos daquela viagem. Diesel, salário motorista, desgaste do veículo, pedágios e outros, a partir do custo da viagem na minha opinião acrescentar 30% encima do custo é o que seria o justo, na minha opinião.

  3. Os pecuaristas e os agricultores na hora de vender, eles querem o dólar alto, mas na hora de pagar o frete eles querem o dólar baixo.
    Eles só pensam neles.

  4. Eu quero ver sim tem um pessoa pra querer ajudar os caminhoneiro autônomo porque
    Nos não aguenta mais vamos ver sir acabar
    Com frete retomo o dinheiro que vai gasta pra e masmo pra voltar

  5. Esse piso mínimo de frete tem que ser respeitado,ida .a volta é outro frete isso nunca existiu você pôde voltar carregado se for de seu interesse sou autônomo a 45 anos nunca recebi um frete pra ir e voltar vazio.

  6. Esta questão do frete minimo já está demorando demais para ser resolvida. Até a concretização vai ter mtos autônomos que vão sair do ramo, porque não sobra pra pagar as contas e sobreviver.

  7. Então essa coisa de frete retorno gente isso não existe as autoridades tem que acabar com isso.
    Outro ponto são os agenciadores também tem que acabar pois eles fecham o frete com as empresas e querem repassar miséria pra nós.
    É muito fácil resolver será que só nós sabemos disso não é possível isso continuar.
    Tudo está caro nas estradas.
    Pneu um absurdo pedágio pra tudo que é lado estradas ruins assaltos diretos e ninguém faz nada.
    Só para lembrar tudo que vcs autoridades comem vestem e tudo mais passam por nós somos nós que cortamos o país para levar até vcs os seus luxos até o papal higiênico que vcs usam então tomem vergonha na cara e tomam atitudes que possam nos ajudar.

  8. Acho que não devemos focar no preço mínimo de frete (devido a livre concorrência) . Mas nos preços do diesel e no valor dos pedágios.isso sim forçar a redução do preço do combustível

  9. A Antt esta tramsformando a tabela de fret em piada emves de fiscalizar fica emventando desculpas para não fiscalizar assim vão enrolando e as empresas não cumprem com a lei e o altonomo que sofre na estrada esta mais do que na hora de parar tudo novamente para cobrar fiscalização e exigir o comprimento da tabela de fret

  10. Pra mim está não é nada mais nada menos do que uma política dos grandes empresários e agricultores para crebrar de vez os autônomos querem tirar de circulação por que enquanto estávamos trabalhando de graça e muitas vezes pagando para trabalhar como o tal do retorno que muitas vezes tem que tirar dinheiro do bolso para chegar no destino eles não estavam reclamando agora que vão ter que pagar o frete que da para trabalhar acham melhor comprar caminhão só querem se beneficiar e os pequenos só ficam com o prejuízo como sempre uma vergonha um país deste onde quem trabalha de verdade não tem valor só dão valor pra quem é rico e ganham sem ter que trabalhar transportadoras ficam com a metade do frete dos autônomos e ninguém faz nada agora novo governo que dizia em apoiar os caminhoneiros e que teria que ser feito alguma coisa urgente por que estamos todos quebrados e perdendo tudo só ficam no blá blá blá e nada acontece a não ser para favorecer os grandes como sempre montar o uma comissão pra resolver onde comissão pra mim só serve pra empurrar com a barriga e não resolve nada e só mais gente ganhando dinheiro sem resolverem nada se não tiver pessoas honestas e honradas de coragem e caráter pra resolver vai continuar como sempre fretes a troco do disel as manutenção e comida o motorista autônomo que se vire pneus ninguém tem mais carroceria tudo acabada tudo diminui só almentar as dívidas e os devedores uma palhaçada empresários compram caminhão igual a gente compra pneus tudo o autônomo paga estacionamento banho limpeza da carreta novas ladrão pra descarregar ou carregar a famoso café todos acham que caminhoneiro ganha dinheiro assessórios mecânica um absurdo e acham que estamos ganhando muito está tabela do frete piso mínimo é o mínimo que da para trabalhar eu sei que pouco importa o que nos falamos ou deixamos de falarmos ninguém não estão nem aí pra ninguém enquanto o deles estiver caindo nos que se foda e mais ou menos assim

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