MERCADO

Puxadas pelo agronegócio, vendas de caminhões voltam a crescer

Depois de quatro anos em queda, concessionárias devem comercializar 40% mais veículos pesados em comparação com o ano passado

Já há alguns anos o mercado de caminhões anda de lado. Depois de registrarem vendas recordes em 2011, quando foram comercializadas 172,9 mil unidades no mercado interno, as indústrias assistiram suas vendas caírem em 2012, se recuperarem levemente em 2013 e depois despencarem ano a ano, até 2017, quando foram emplacados pouco mais de 50 mil unidades no país. Por esse motivo, a recuperação registrada em 2018 vem sendo comemorada pelo segmento.  

 

“Até outubro foram emplacados no mercado interno 60,4 mil novos caminhões. É um crescimento muito bom, mas que parte de uma base muito baixa”, avalia Luiz Carlos Gomes de Moraes, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

 

Mesmo partindo de uma base baixa, o crescimento deve ser celebrado, explica Moraes, porque indica a recuperação de diferentes setores que nos últimos anos foram impactados pela crise no mercado interno.

 

“Percebemos recuperação nos segmentos de logística, transporte de combustíveis, químicos  e mineração, que começaram a retomar a renovação da frota este ano”, diz. Na avaliação do executivo, a previsão de crescimento do PIB de 1,4% para 2018 e de 2,5% para 2019, apesar de não ser o suficiente para recuperar a perda de anos anteriores, é animadora e deixou o mercado mais otimista. Com isso as montadoras começaram a se movimentar e retomar o contato com fornecedores a fim de ampliar a produção.

 

Nas vendas de 2018, o segmento pesado registrou o crescimento mais robusto, de 87,7% entre janeiro e outubro deste ano sobre mesmo período do ano anterior. “Esse é um segmento muito importante e que segue puxado pelo agronegócio, em resposta às boas safras colhidas no Brasil. Nesse aspecto, tudo indica que a próxima safra será também muito boa, de 240 milhões de toneladas de grãos. O agro traz junto outros setores que o alimentam, como, por exemplo, o de defensivos”, avalia Moraes.

 

Com isso, a Anfavea estima que as vendas de 2018 podem chegar a 73 mil unidades, colocando o setor novamente no ciclo de alta. Se confirmado, o desempenho representará um aumento de 40% sobre o período de 2017. Para 2019 as perspectivas também são animadoras.

 

“Será um ano de alta sobre 2018, pois sentimos um clima mais otimista entre os empresários e, quanto mais uniforme for o crescimento da economia, mais difundido será o crescimento nos diversos segmentos de caminhão. Além disso, a idade da frota brasileira aumentou e há necessidade de renovação”, sinaliza o vice-presidente da Anfavea.

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