Home » Economia » Dólar a R$ 3,50? Economistas comentam a tendência para o câmbio

ANÁLISE

Dólar a R$ 3,50? Economistas comentam a tendência para o câmbio

Especialistas falam também sobre as consequências de uma possível desvalorização da moeda norte-americana para as exportações agrícolas

18 de julho de 2019 às 20h15
Por Pablo Valler, de São Paulo
dinheiro, EUA, Estados Unidos, dólar

Foto: Pixabay

O dólar registrou leve desvalorização nas últimas semanas. Segundo analistas, a queda é consequência do avanço da reforma da Previdência e o início da reforma tributária, no Congresso.

Muitos brasileiros acreditam que com a aprovação das medidas, o real vá se valorizar cada vez mais. Porém, de acordo com o economista e sócio-diretor da Macrosector Consultores, Fábio Silveira, o cenário futuro não é exatamente esse. “Não é um céu de brigadeiro o que temos pela frente. Podemos trabalhar com uma taxa de câmbio de R$ 3,70 a R$ 3,75, podendo chegar a R$ 3,90 no fim do ano”, diz.

A previsão diverge de análises feitas tempos atrás. A explicação para isso pode estar em fatores que não entraram na conta anteriormente, como a guerra comercial entre Estados Unidos e China. A pressão do presidente americano, Donald Trump, sobre o presidente chinês, Xi Jinping, fez a demanda da gigante asiática diminuir.

“Soma-se a desaceleração que envolve a Europa e, por consequência, o Japão. Resulta disso tudo um crescimento global menor, uma incerteza maior e uma alocação de recursos de investimentos menor, o que pode fazer investidores procurarem por dólares”, explica Silveira.

Apesar disso, o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Felippe Serigati acredita que o Brasil pode atrair investidores, principalmente se o Executivo e o Legislativo trabalharem as outras reformas, como a tributária, ainda neste ano. “Se a levarmos em conta que o Banco Central pode reduzir a taxa de juros, o que significa mais dinheiro chegando à economia e virando crédito para estimular consumo e investimento, essa combinação é muito favorável”, afirma.

Mas, se a moeda norte-americana chegar a R$ 3,50 como preveem alguns economistas, quais serão as consequências? Para os produtores que exportam, por exemplo, seria ruim em um primeiro momento. “Embora o dólar desvalorizando atrapalhe parte do setor, isso significa que nossa economia está forte e, em no longo prazo, vai ficar bom para todo mundo”, diz Serigati.

Deixe um Comentário





Home » Economia » Dólar a R$ 3,50? Economistas comentam a tendência para o câmbio

ANÁLISE

Dólar a R$ 3,50? Economistas comentam a tendência para o câmbio

Especialistas falam também sobre as consequências de uma possível desvalorização da moeda norte-americana para as exportações agrícolas

18 de julho de 2019 às 20h15
Por Pablo Valler, de São Paulo
dinheiro, EUA, Estados Unidos, dólar

Foto: Pixabay

O dólar registrou leve desvalorização nas últimas semanas. Segundo analistas, a queda é consequência do avanço da reforma da Previdência e o início da reforma tributária, no Congresso.

Muitos brasileiros acreditam que com a aprovação das medidas, o real vá se valorizar cada vez mais. Porém, de acordo com o economista e sócio-diretor da Macrosector Consultores, Fábio Silveira, o cenário futuro não é exatamente esse. “Não é um céu de brigadeiro o que temos pela frente. Podemos trabalhar com uma taxa de câmbio de R$ 3,70 a R$ 3,75, podendo chegar a R$ 3,90 no fim do ano”, diz.

A previsão diverge de análises feitas tempos atrás. A explicação para isso pode estar em fatores que não entraram na conta anteriormente, como a guerra comercial entre Estados Unidos e China. A pressão do presidente americano, Donald Trump, sobre o presidente chinês, Xi Jinping, fez a demanda da gigante asiática diminuir.

“Soma-se a desaceleração que envolve a Europa e, por consequência, o Japão. Resulta disso tudo um crescimento global menor, uma incerteza maior e uma alocação de recursos de investimentos menor, o que pode fazer investidores procurarem por dólares”, explica Silveira.

Apesar disso, o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Felippe Serigati acredita que o Brasil pode atrair investidores, principalmente se o Executivo e o Legislativo trabalharem as outras reformas, como a tributária, ainda neste ano. “Se a levarmos em conta que o Banco Central pode reduzir a taxa de juros, o que significa mais dinheiro chegando à economia e virando crédito para estimular consumo e investimento, essa combinação é muito favorável”, afirma.

Mas, se a moeda norte-americana chegar a R$ 3,50 como preveem alguns economistas, quais serão as consequências? Para os produtores que exportam, por exemplo, seria ruim em um primeiro momento. “Embora o dólar desvalorizando atrapalhe parte do setor, isso significa que nossa economia está forte e, em no longo prazo, vai ficar bom para todo mundo”, diz Serigati.

Deixe um Comentário





Mais Notícias

soja china

EMBARQUES AQUECIDOS

China compra 20 navios de soja do Brasil em uma semana

16/08/2019 às 14h37

SIMPLIFICAÇÃO DE IMPOSTOS

Câmara está madura para votar reforma triburária, diz Baleia Rossi

16/08/2019 às 12h25