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Dólar fecha em alta em dia influenciado por eleições na Argentina

A moeda chegou a operar acima dos R$ 4 no Brasil, mas recuou no final do pregão

12 de agosto de 2019 às 18h26
Por Agência Safras
dólar

Foto: Reuters / Gary Cameron

O dólar comercial fechou em alta de 1,11% no mercado à vista, cotado a R$ 3,985 para venda – no maior valor desde 28 de maio, quando fechou a R$ 4,0240 – influenciado pela sessão negativa no exterior com a desvalorização do mercado acionário e de moedas dos países emergentes que foram contaminadas pela Argentina. 

O atual presidente argentino, Maurício Macri, perdeu as eleições presidenciais primárias no país, realizadas neste domingo, para o pré-candidato Alberto Fernández, que tem a ex-presidente Cristina Kirchner como candidata a vice em sua chapa. Apesar das eleições serem em outubro, o mercado já precifica uma possível vitória de Fernández, o que levou a bolsa argentina a cair mais de 30% e o peso mexicano se desvalorizou em mais de 20%. Aqui, o dólar chegou à máxima de R$ 4,0140 (+1,85%). 

“O temor com o retorno de políticas populistas na Argentina preocupa investidores e levou o mercado a se proteger”, comenta o diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer. O economista da Guide Investimentos, Victor Beyruti, destaca a situação atual da economia argentina em recessão, com inflação forte, dívida externa elevada e um pacote de auxílio do Fundo Monetário Internacional (FMI) em curso.  

“A volta de um governo intervencionista não traz boas perspectivas para o mercado. Para o Brasil, o setor que mais deve sentir as consequências negativas é a indústria, que têm se deteriorado desde a entrada mais forte da Argentina nesta crise”, reforça o economista. 

O analista de câmbio de uma corretora nacional reforça ainda o movimento de busca por refúgio na moeda estrangeira com as incertezas decorrentes da guerra comercial entre os Estados Unidos e China, sem desenho de acordo no curto prazo. 

Nesta terça, com a agenda de indicadores mais fraca aqui e no exterior, investidores devem seguir atentos à situação na Argentina, além do embate entre norte-americanos e chineses. Aqui, a tramitação da reforma da Previdência no Senado deverá ganhar força. “O clima de aversão ao risco deverá prevalecer. Com a possibilidade de eleição da oposição na Argentina,o ambiente fica mais desconfortável”, diz Spyer que reforça o cenário de volatilidade.

 Nova call to action

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Foto: Reuters / Gary Cameron

O dólar comercial fechou em alta de 1,11% no mercado à vista, cotado a R$ 3,985 para venda – no maior valor desde 28 de maio, quando fechou a R$ 4,0240 – influenciado pela sessão negativa no exterior com a desvalorização do mercado acionário e de moedas dos países emergentes que foram contaminadas pela Argentina. 

O atual presidente argentino, Maurício Macri, perdeu as eleições presidenciais primárias no país, realizadas neste domingo, para o pré-candidato Alberto Fernández, que tem a ex-presidente Cristina Kirchner como candidata a vice em sua chapa. Apesar das eleições serem em outubro, o mercado já precifica uma possível vitória de Fernández, o que levou a bolsa argentina a cair mais de 30% e o peso mexicano se desvalorizou em mais de 20%. Aqui, o dólar chegou à máxima de R$ 4,0140 (+1,85%). 

“O temor com o retorno de políticas populistas na Argentina preocupa investidores e levou o mercado a se proteger”, comenta o diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer. O economista da Guide Investimentos, Victor Beyruti, destaca a situação atual da economia argentina em recessão, com inflação forte, dívida externa elevada e um pacote de auxílio do Fundo Monetário Internacional (FMI) em curso.  

“A volta de um governo intervencionista não traz boas perspectivas para o mercado. Para o Brasil, o setor que mais deve sentir as consequências negativas é a indústria, que têm se deteriorado desde a entrada mais forte da Argentina nesta crise”, reforça o economista. 

O analista de câmbio de uma corretora nacional reforça ainda o movimento de busca por refúgio na moeda estrangeira com as incertezas decorrentes da guerra comercial entre os Estados Unidos e China, sem desenho de acordo no curto prazo. 

Nesta terça, com a agenda de indicadores mais fraca aqui e no exterior, investidores devem seguir atentos à situação na Argentina, além do embate entre norte-americanos e chineses. Aqui, a tramitação da reforma da Previdência no Senado deverá ganhar força. “O clima de aversão ao risco deverá prevalecer. Com a possibilidade de eleição da oposição na Argentina,o ambiente fica mais desconfortável”, diz Spyer que reforça o cenário de volatilidade.

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